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FRAUDE EM LICITAÇÃO

Empresa é alvo de ação que apura fraudes em licitações de quase R$ 100 milhões

Foram cumpridos 34 mandados de busca e sete pessoas foram presas. Cerca de 20 empresas que teria atuado desde 2013 em grupo para desviar dinheiro público

08/07/2021 11h12Atualizado há 3 semanas
Por: Vanderlei Filho
Foto/Reprodução
Foto/Reprodução

A sede de uma das empresas alvo de uma ação que apura fraudes em licitações de quase R$ 100 milhões abrigava um morador de rua, informou o Ministério Público de Goiás. A operação Sócio Oculto foi realizada na manhã de quarta-feira (07/07) e cumpriu 38 mandados de busca e apreensão e sete de prisão. O objetivo é comprovar a existência e desarticular uma suposta organização criminosa que teria atuado no estado desde 2013.

“Vários endereços dessas empresas funcionavam no mesmo local. Ou era uma casa residencial muito simplória ou era uma empresa que estava fechada há tempos. Em um dos casos, havia um morador de rua morando embaixo de um sobrado de uma empresa que não funcionava há muitos anos”, disse o promotor de Justiça Juan Borges de Abreu.

São investigadas cerca de 20 empresas que teriam atuado em um grupo com intuito de desviar dinheiro público. A operação ainda prendeu sete pessoas temporariamente em Goiânia e Aparecida. A promotoria não divulgou o nome dos presos, mas informou que, entre eles, há servidores públicos.

Conforme o promotor, essas empresas tinham a participação de funcionários laranjas e falsificavam diversos documentos para conseguir concorrer a licitações. A Justiça determinou bloqueio de R$ 25 milhões em bens.

“O somatório dos empenhos dos últimos seis anos chega a quase R$ 100 milhões. Lógico que ainda estamos fazendo um filtro para saber quais dessas licitações foram realmente fraudadas e quais foram reais”, informou o promotor.

As empresas investigadas são do ramo da engenharia e prestava serviços para construções asfálticas, praças públicas, ginásios de esportes, entre outras. Abreu informou que o superfaturamento nestas obras também está sendo investigado.

Em um dos endereços, policiais militares e agentes do Gaeco estiveram em uma galeria comercial na rua T-38, do Setor Bueno, em Goiânia. Os agentes fecharam o centro comercial durante 5h e apreenderam vários documentos.

Os investigadores informaram que há pelo menos seis empresas instaladas na galeria que podem ter movimentado dinheiro do esquema criminoso.

“As empresas da galeria não fazem parte das licitações. Ao todo, foram feitas buscas em seis CNPJs, todos registrados no mesmo endereço como se fosse uma empresa apenas”, disse o promotor.

Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos no Distrito Federal e São Paulo, mas, segundo o promotor, não há indícios de que as empresas atuavam nas duas cidades.

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