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CPI

CPI ouve procurador da empresa Davati nesta quinta-feira

O depoimento dele, pedido por Humberto Costa, tratará de investigações sobre suposto caso de propinas envolvendo compra de vacinas AstraZeneca.

14/07/2021 19h55
Por: Fernanda Souza
Foto/Reprodução
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia ouve na manhã desta quinta-feira (15/07) o procurador da empresa Davati Medical Supply no Brasil, Cristiano Carvalho. O depoimento dele, pedido por Humberto Costa (PT-PE), tratará de investigações sobre suposto caso de propinas envolvendo compra de vacinas AstraZeneca.

Em seu requerimento, Humberto Costa cita reportagem da Folha de S.Paulo de (29/06), dando conta que o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, teria condicionado fazer negócio com a Davati em troca de propinas no valor de U$ 1 por dose de vacina. Para o senador, a denúncia é “gravíssima” e precisa ser mais investigada.

Segundo relato feito ao jornal pelo PM Luiz Paulo Dominghetti, que se apresentou como representante da Davati, a proposta da propina se deu em (25/02), em encontro com Dias no restaurante Vasto, em Brasília. Dias teria sido indicado ao cargo no ministério pelo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), de acordo com a reportagem citada pelo senador.

Inicialmente a proposta da Davati seria vender 400 milhões de vacinas da AstraZeneca contra a covid-19 por U$ 3,50, mas o preço acabou inflado para U$ 15,50, devido aos “bastidores asquerosos e tenebrosos” de Roberto Dias, segundo relato de Dominghetti na reportagem. A matéria da Folha de S.Paulo esclarece que chegou a Dominghetti devido a informação repassada por Cristiano Carvalho. Ainda segundo o jornal, o valor da propina chegaria a R$ 1 bilhão.

Dominghetti acabou se reunindo com Dias no ministério no dia seguinte ao encontro no Vasto, em (26/02), quando, pelo relato do PM, a proposta de propina foi reiterada. Mas como não houve acerto, a pasta teria se desinteressado pelo negócio.

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