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CPI DA COVID

Condução coercitiva pode ser usada esta semana, se depoentes faltarem à CPI

A CPI da Pandemia poderá se valer de condução coercitiva caso os advogados Marcos Tolentino e Marconny Faria não compareçam ao depoimento.

14/09/2021 07h51
Por: Vanderlei Filho
Foto/Reprodução
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Diante da ausência no início do mês, a CPI da Pandemia obteve autorização judicial para a condução coercitiva dos advogados Marcos Tolentino e Marconny Faria, caso não compareçam ao depoimento nesta semana. Mas a Comissão teve negado o pedido de apreensão dos passaportes das testemunhas e da obrigação de informarem viagens.

Nesta terça-feira, está prevista a oitiva de Marcos Tolentino, suspeito de ser o sócio oculto do FIB Bank, instituição que não é um banco, mas que avalizou o contrato de R$ 1,6 bilhão da Precisa Medicamentos. Após denúncias de irregularidades na CPI, o Ministério da Saúde desistiu da compra das vacinas indianas. Os senadores da Comissão destacaram que o FIB Bank apresentou como garantias no valor de R$ 81 milhões terrenos inexistentes avaliados em R$ 7 bilhões.

Na quarta-feira, será a vez de o advogado Marconny Faria ser ouvido. Suposto lobista da Precisa Medicamentos, ele teria envolvimento em tentativa de fraudes na licitação para a venda de testes de covid-19 ao Ministério da Saúde. Além disso, poderá ser questionado sobre a proximidade com Jair Renan Bolsonaro, filho do presidente da República.  A senadora Simone Tebet, do MDB de Mato Grosso do Sul, ressaltou que Marconny Faria já é investigado pelo Ministério Público.

Em relação a Marconny, ele aparece a todo momento como é possível lobista ou intermediário tentando entrar em tudo quanto é negócio, um negócio que não necessariamente com fins públicos, visando o interesse coletivo, o interesse público. Ele aparece a todo momento em diversas denúncias apresentadas, mensagens e inclusive em processo que já está sendo investigado pelo Ministério Público Federal do Estado do Pará.

Na quinta-feira, a CPI poderá tomar o depoimento da advogada da família Bolsonaro, Karina Kufa, que teria apresentado o lobista para o ex-servidor do Ministério da Saúde, Ricardo Santana, e para Jair Renan Bolsonaro. A Comissão poderá ouvir ainda o diretor da Precisa Medicamentos, Danilo Trento. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

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