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CORRUPÇÃO

MPE realiza operação contra ex-prefeito suspeito de participar de fraude milionária em consórcio

O ilícito teria proporcionado o enriquecimento ilícito e prejuízo aos cofres públicos em razão da possível prática de fraudes à licitação, peculato e lavagem de capitais.

08/10/2021 07h44
Por: Vanderlei Filho
Foto/Reprodução
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL) e a Promotoria de Justiça de Olho d’Água das Flores, assim como a 2ª Promotoria de Santana do Ipanema, deflagaram, nesta sexta-feira (08/10), a operação Landfill, com o objetivo de desarticular uma suposta organização criminosa que teria atuado nas licitações e execuções contratuais realizadas no âmbito do Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos (Cigres).

A fraude causou dano ao erário de Olho d’Água e outros municípios consorciados, de cerca de R$ 6 milhões, e o enriquecimento ilícito do ex-prefeito Carlos André Paes Barretos dos Anjos, conhecido como "Nen".

A operação, que, também, conta com o apoio do Núcleo de Gestão da Informação (NGI) do MP/AL, quer colher novas provas e desarticular, por completo, o esquema fraudulento que foi praticado no aterro sanitário de Olho d’Água das Flores - que, também, recebia os resíduos sólidos de mais 17 cidades sertanejas, durante a gestão de Carlos André Paes Barretos dos Anjos.

O ilícito teria proporcionado o enriquecimento ilícito e prejuízo aos cofres públicos em razão da possível prática de fraudes à licitação, peculato e lavagem de capitais.

Seis mandados expedidos

Na operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, dois em Olho d’Água das Flores, sendo um deles na residência do ex-prefeito, e outros quatro nos bairros da Ponta Verde e Benedito Bentes, em Maceió.

Foram apreendidos alguns bens, visando a um futuro ressarcimento ao erário e material para fins do complemento da investigação.

Em um dos alvos, foi apreendido o valor de R$ 42.525,00. Já a arma, por estar legalmente registrada, não será recolhida.

Apuração continua

As investigações, de acordo com o Ministério Público, seguirão para a análise das provas recolhidas e para a busca de novos suspeitos e informações.

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