ABI - Liberdade de imprensa
CORRUPÇÃO

Ex-presidente da Braskem é condenado a 20 meses de prisão nos EUA por corrupção

José Carlos Grubisich. de 64 anos, chegou a ser preso em 2019, acusado de desviar cerca de US$ 250 milhões para subornar funcionários públicos e partidos políticos do Brasil.

13/10/2021 08h54
Por: Vanderlei Filho
Foto/Reprodução
Foto/Reprodução

O ex-presidente da Braskem José Carlos Grubisich foi condenado a 20 meses de prisão nos Estados Unidos, informou na terça-feira (12/10) o Departamento de Justiça (DoJ) americano.

Segundo a acusação, Grubisich e outros funcionários da Braskem e da Odebrecht (atualmente rebatizada de Novonor) foram responsáveis pela elaboração de um fundo secreto milionário que era usado para subornar funcionários públicos e partidos políticos do Brasil, garantindo contratos com a Petrobras.

O esquema teria ocorrido entre 2002 e 2014 e foi denunciado por delatores da Operação Lava Jato. O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef disseram aos investigadores que a Braskem pagou propina para ser beneficiada em contratos com a Petrobras.

Tanto a Braskem quanto a Odebrecht se declararam culpadas das acusações criminais ao fechar um acordo com a Justiça norte-americana como parte do acordo.

"Como parte do esquema, Grubisich e seus parceiros desviaram aproximadamente US$ 250 milhões da Braskem para um fundo secreto, que Grubisich e os demais formaram por meio de contratos fraudulentos e empresas de fachada offshore controladas secretamente pela Braskem", diz o comunicado do DoJ.

No processo, Grubisich declarou-se culpado por violação da Lei de Práticas de Corrupção no Exterior (FCPA, na sigla em inglês), incluindo conspiração para forjar registros e fraude de relatórios financeiros da Braskem.

Além da pena, o executivo terá confiscado US$ 2,2 milhões e pagará uma multa extra de US$ 1 milhão.

Em novembro de 2019, Grubisich foi preso no aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, por conta do esquema. À época, ele foi acusado pelo tribunal federal do Brooklyn de conspiração para lavagem de dinheiro com risco de fuga. Ele foi solto em abril de 2020, depois de pagar fiança de US$ 30 milhões.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.