ABI - Liberdade de imprensa
FRAUDE EM LICITAÇÃO

Dois suspeitos são presos por fraudar licitação para compra de cestas básicas

Só com a aquisição de cestas básicas entre 2017 e 2020, a cidade gastou o equivalente a R$ 3.136.000,00.

13/01/2022 11h53
Por: Fernanda Souza
Foto/Reprodução
Foto/Reprodução

Dois suspeitos foram presos por policiais da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (DERCAP), durante a Operação Welfare II, por fraudar licitações para compra de cestas básicas na cidade de Itapaci.

 

A Operação foi deflagrada na quarta-feira (12/01) e terminou com a prisão dos suspeitos. De acordo com a polícia, as investigações sobre o caso começaram após a corporação identificar supostas fraudes em licitações para a compra de cestas básicas, as quais seriam distribuídas para à população carente da cidade.

 

Durante as investigações, a equipe policial constatou que entre 2017 e 2020, as licitações foram vencidas por apenas um estabelecimento comercial, para que o mesmo fosse o responsável por ceder as cestas básicas que seriam distribuídas através da Secretaria Municipal de Assistência Social.

 

Supermercado venceu 11 licitações seguida para a venda de cestas básicas no município

 

A polícia afirmou que há indícios de que o chefe do Departamento de Compras da Prefeitura de Itapaci, que tinha a obrigação de informar a necessidade de compras para o município, e começar todo o procedimento para aquisição do que a cidade estava precisando no momento, era o responsável direto por administrar o supermercado que venceu 11 licitações seguidas em Itapaci.

 

Conforme as informações divulgadas só com a aquisição de cestas básicas entre 2017 e 2020, Itapaci gastou o equivalente a R$ 3.136.000,00. Em outra ponta da investigação, a polícia constatou que as cestas que foram distribuídas pela Prefeitura não chegaram a todos os moradores que estão escritos em programas sociais da cidade. O que mostra falta de critério não apenas para a concessão do benefício, mas também pela não entrega efetiva do produto que foi comprado com dinheiro público.

 

A polícia está na fase de conclusão das investigações, e as pessoas envolvidas na fraude podem responder por associação criminosa, fraude a licitação e peculato e caso condenadas podem pegar até 19 anos de prisão.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.