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Temóteo Brito traz para Teixeira empresa de táxi aéreo com histórico de acidentes e donos denunciados pelo MPF por atentado contra segurança aérea.

Temóteo Brito traz para Teixeira empresa de táxi aéreo com histórico de acidentes e donos denunciados pelo MPF por atentado contra segurança aérea.

10/08/2017 15h38Atualizado há 4 anos
Por: Redação

Teixeira de Freitas/BA: Foi divulgado amplamente pelas redes sociais, pelo secretário de desenvolvimento econômico, ciências, tecnologia e turismo, Sr. Flávio Guimarães, que o prefeito de Teixeira de Freitas, Temóteo Alves de Brito (PSD), ontem quarta-feira (09 de agosto) realizou uma importante rodada de negociação com representantes da empresa Apuí Taxi Aéreo Ltda, de Manaus estado do Amazonas.

Conforme relato do Secretário, a Apuí Taxi Aéreo Ltda, irá disponibilizar três voos semanais, sendo, às segundas, quartas e sextas-feiras com a rota, Vitória – Teixeira de Freitas – Salvador. No retorno a rota segue o caminho contrário.

Também relata o secretário que será utilizado o avião Embraer 110 conhecido por Bandeirante, que voa a 400 km por hora e tem capacidade para 15 passageiros fabricado pela Embraer - Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. Esse modelo de aeronave teve o primeiro voo em 9 de agosto de 1972. E os preços das passagens conforme o secretário devem variar entre R$ 300,00 (trezentos reais) à R$ 800,00 (oitocentos reais).

Flávio Guimarães ainda faz questão de enfatizar que “o serviço de bordo será gratuito e os passageiros terão direito a suco, refrigerante e um lanche”. E que o serviço de bordo ficará por conta do co-piloto sempre no início de cada voo.

Uma questão que levantou curiosidade em nossa reportagem é que ao contrário do serviço de bordo ser servido por comissário de voo como ocorre comumente nas demais companhias aéreas, conforme relatado pelo secretário, quem irá servir os passageiros será o próprio co-piloto. Entretanto conforme a Lei 7.183/84 que regula o exercício da profissão de aeronauta, a função do co-piloto é auxiliar o comandante na operação da aeronave, já a de servir os passageiros, segundo a mesma lei, é uma atribuição do comissário de bordo. O que levanta o seguinte questionamento, o co-piloto irá deixar suas funções para servir lanche?

Apesar do anúncio do prefeito, como é de conhecimento para operacionalizar os voos as companhias áreas tem que ter autorização da - ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil. E assim sendo, a nossa equipe de reportagem em consulta a ANAC  constatou que não há nenhuma autorização da agência para que Apuí Taxi Aéreo Ltda, estivesse autorizada a operar a rota, Vitória – Teixeira de Freitas – Salvador, a única autorização segundo a ANAC é a da Azul Linhas Aéreas Brasileiras S/A, autorizada a operar a rota aeroporto de Teixeira de Freiras à aeroporto Tancredo Neves em Confins/MG.

Acidente após a decolagem no aeroporto de Manaus/AM.

A aeronave de táxi aéreo, pertencente a empresa Apuí Taxi Aéreo Ltda, com prefixo PR-OKK, Sêneca, explodiu quando fazia procedimento de decolagem no Terminal 2 do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes de Manaus/AM, com destino ao município de Apuí (a 456 quilômetros de Manaus). Três passageiros morreram durante o acidente. As outras três vítimas chegaram a ser socorridas ao Hospital, mas não resistiram aos ferimentos. A aeronave tinha capacidade para cinco pessoas, más, seis pessoas estavam no avião no momento da queda.

Avião que caiu estava irregular – Suspensão da ANAC

A Agência Nacional de Avião (ANAC) enviou ao Ministério Público Federal (MPF) a documentação comprovando que a aeronave, que explodiu após a decolagem e vitimou seis pessoas, estava impedida de voar. Foi apurado outras irregularidades pelos órgãos de controle.

MPF denuncia proprietários da empresa Apuí Taxi Aéreo Ltda (um deles é ex-prefeito pelo PMDB de Apuí/AM), por atentado contra segurança de transporte aéreo

O Ministério Público Federal do Amazonas (MPF/AM) denunciou à Justiça Federal os sócios-administradores da empresa Apuí Táxi Aéreo Ltda e da Construtora e Transportadora Pioneiro Ltda. (Cotrap) pela queda da aeronave de prefixo PR-OKK em área próxima ao Aeroporto Eduardo Gomes em Manaus/AM, no dia 13 de julho de 2013. Seis pessoas morreram no acidente.

Segundo o relatório da investigação, o avião decolou com destino a Apuí (distante à 408 quilômetros de Manaus), mas caiu após colidir com a vegetação local, sem deixar sobreviventes. De acordo com o MPF, um dos denunciados acompanhou a saída da aeronave, fez o check-in dos passageiros e aguardou a finalização do taxiamento. As investigações concluíram que ele estava ciente das condições em que o avião se encontrava quando deixou o aeroporto.

O outro denunciado é o responsável legal pelas empresas perante a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e órgãos ligados à atividade aeronáutica. Para o MPF, ele se omitiu quando poderia ter tomado as medidas preventivas necessárias para o treinamento, detecção de instabilidades e anormalidades da aeronave.

Os documentos apresentados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), juntamente a cópia do processo administrativo da Anac e do relatório policial de investigação, comprovam que critérios de certificação necessários foram ignorados, colocando em risco a vida dos passageiros e das pessoas no solo, conforme o MPF.

O MPF/AM pede que, após recebida a denúncia, os sócios sejam condenados ao crime previsto no artigo 261 do Código Penal Brasileiro - atentado contra a segurança de transporte aéreo. A pena prevista varia de quatro a 12 anos de prisão, e em casos de morte, a pena pode ser duplicada.

Investigação

Duas hipóteses são apontadas como causas principais do acidente: a primeira seria o excesso de peso, já que a aeronave estava com carga de 114 quilos acima do máximo permitido; a segunda sugere uma possível perda do motor esquerdo.

Os documentos relatam a falta de treinamento contínuo do piloto, o que pode ter dificultado a compreensão dos comandos diante da emergência. De acordo com o relatório da investigação, não havia sistema formal da empresa para recrutar, selecionar e avaliar o desempenho de profissionais que trabalhavam pela companhia.

Novo incidente - Roda de avião cai em aterrissagem e assusta grupo de indígenas no Acre

Um grupo de indígenas que saia de São Gabriel da Cachoeira, no oeste do Amazonas, para Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre, levou um susto durante o pouso da aeronave, quando o pneu caiu. A viagem foi realizada pela empresa Apuí Táxi Aéreo, com um avião do modelo Bandeirante. Cerca de 14 pessoas estavam a bordo e ninguém saiu ferido.

Segundo o diretor da empresa, Vitor César Marmentini, a bequilha, equipamento auxiliar do trem de pouso da aeronave, quebrou na hora da aterrissagem. "Os passageiros não desceram no terminal, andaram da pista para o aeroporto, mas todos ficaram bem. O comandante entrou em contato comigo e enviamos um mecânico levando uma nova roda com pneu", explica.

Ex-prefeito proprietário da empresa Apuí Táxi Aéreo é acusado de receber valor milionário por obra fantasma.

A Construtora e Transportadora Pioneiro Ltda. (Cotrap) de propriedade do ex-prefeito de Apuí, Vitor César Catuzzo Marmentini (PMDB), que também é proprietário da Apuí Taxi Aéreo Ltda. é acusada de emitir nota fiscal fria e consegui receber mais de R$ 1 milhão da Secretaria Estadual de Infraestrutura (SEINFRA) por obras fantasmas no município de Carauari, a 787 km de Manaus-AM. A denúncia é do vereador José Airton Freitas Siqueira (PRB).

“A Cotrap recebeu com a primeira medição 1,360 milhões de reais por uma obra que segundo a medição foi realizada entre os dias 26/06 e 30/07/2013, correspondente a 7 ruas do centro da cidade, mostrando inclusive fotos das máquinas trabalhando, só que a Cotrap até hoje não jogou uma colher de asfalto naquelas ruas”, ressalta o vereador em denúncia encaminhada ao Centro de Apoio e Combate ao Crime Organizado (CAO-Crimo) do Ministério Público do Amazonas e ao Tribunal de Contas do Estado (TEC-AM).

De acordo com Airton Siqueira, a fraude teve a conivência de uma fiscal da Seinfra, que, segundo ele, atestou a realização das obras.

Links de matérias correlatas:

http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/mpf-am-denuncia-empresarios-por-acidente-de-aviao-que-matou-seis-pessoas-em-2013.ghtml

http://www.mpf.mp.br/am/sala-de-imprensa/noticias-am/mpf-am-denuncia-donos-de-aviao-que-caiu-em-manaus-por-atentado-contra-seguranca-aerea

https://sinjeamblog.wordpress.com/2013/09/09/colegas-vamos-atentar-para-estas-informacoes-voe-seguro-operacao-atesta-infracoes-e-impede-decolagem-de-16-avioes-em-manaus/

https://www.terra.com.br/noticias/brasil/cidades/tres-pessoas-morrem-apos-queda-de-aviao-em-manaus,00c21798407ef310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html

http://acpurus.com/?p=34606

http://www.portaldozacarias.com.br/site/noticia/Construtora-de-ex-prefeito-recebe-da-Seinfra-quase-R-1-5-milhao-por-obras-fantasmas-em-Carauari-denuncia-vereador/

 

 

 

 

 

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