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Justificativa

Assim como família Bolsonaro, Silas Malafaia tem postagens apagadas pelo Twitter

Rede social tem apagado conteúdo que acredita que pode colocar as pessoas em risco na pandemia do novo coronavírus

03/04/2020 10h10
Por: Valeria Alves
Foto/Reprodução
Foto/Reprodução

Depois de apagar postagens da família Bolsonaro, o Twitter decidiu excluir publicações do pastor evangélico Silas Malafaia, amigo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A justificativa para apagar as mensagens foram as mesmas: empresa acredita que conteúdo subestimando o novo coronavírus (Covid-19) pode colocar as pessoas em risco durante a pandemia.

Em seu perfil, Malafaia por diversas vezes colocou em questão a eficácia das quarentenas no combate à doença, demonstrando também apoio ao presidente que considerou o vírus como uma “gripezinha”, criticou medidas de restrição adotadas por prefeitos e governadores e pediu o fim parcial do isolamento.

Em meio à crise do novo coronavírus, a plataforma atualizou suas políticas e passou a apagar mensagens que possam aumentar o risco de as pessoas se contaminarem. Uma das postagens de Malafaia continha link para um vídeo chamado “A farsa da quarentena no Brasil”, no qual o pastor parabeniza comerciantes que, contra as recomendações de autoridades sanitárias nacionais e da Organização Mundial de Saúde (OMS), continuam a funcionar normalmente durante a pandemia.

“Eu quero bater palma para essa gente pobre, trabalhadora, aguerrida, que está desmoralizando essa quarentena de araque de governadores e prefeitos. Todas as comunidades no Brasil estão abertas”, diz ele no vídeo. “Estão querendo enganar o povo brasileiro. Essa quarentena é uma piada desde que começou. Conheço o diretor do hospital Gaffrée, aqui no Rio. Um cara sensacional, um gestor incrível. Não tem uma pessoa internada em UTI por coronavírus. Não tem uma”, completou Malafaia.

No último domingo (29/03), duas postagens de Jair Bolsonaro foram apagadas. Foi a primeira vez que a rede social apagou mensagens do presidente do Brasil. Antes disso, a empresa apagou tuítes do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), que utilizavam fora de contexto um vídeo antigo do médico Drauzio Varella sobre a crise do coronavírus.​

“O Twitter anunciou recentemente em todo o mundo a expansão de suas regras para abranger conteúdos que forem eventualmente contra informações de saúde pública orientadas por fontes oficiais e possam colocar as pessoas em maior risco de transmitir COVID-19. O detalhamento da ampliação da nossa abordagem está disponível em nosso blog”, disse a rede social, em nota.

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