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Vazamento

O advogado de Flavio Bolsonaro recebeu R$ 500 mil em menos de um ano

O escritório de Victor Granado Alves foi contratado pelo PSL em fevereiro de 2019, quando o filho de Jair Bolsonaro assumiu cadeira no Senado

19/05/2020 14h36
Por: Valeria Alves
Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro contratou, quando ainda estava no PSL, o escritório de advocacia de um ex-assessor envolvido no que seria o vazamento de informações da Polícia Federal para beneficiar sua família. O escritório de Victor Granado Alves foi contratado com dinheiro do fundo partidário, e recebeu R$ 500 mil em pouco mais de um ano.

De acordo com a publicação, o contrato foi assinado em fevereiro de 2019. O PSL, partido por meio do qual o contrato foi feito, afirmou que a rescisão foi notificada em 15 de janeiro. No entanto, uma cláusula determinava que qualquer rompimento só seria efetivado 60 dias após a comunicação.

O contrato com o escritório de Victor foi firmado no mesmo mês em que Flávio Bolsonaro assumiu seu lugar no Senado. Os termos estabeleciam prestação de serviços de regularização dos diretórios do PSL no Rio de Janeiro.

Essa não é a única relação do filho de Jair Bolsonaro com o escritório. Uma das sócias, Mariana Teixeira Frassetto Granado, aparece como assessora parlamentar do gabinete de Flávio no Senado. O salário bruto que ela recebe é R$ 22.943,73. O site da Transparência do Senado indica que ela foi contratada em março de 2019.

Victor está no centro das revelações do empresário Paulo Marinho. Assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Victor teria recebido a informação de um delegado da Polícia Federal sobre uma operação envolvendo pessoas do gabinete do então deputado.

O delegado teria sugerido ainda que Flávio demitisse Queiroz e a filha, que trabalhava no gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro. Ambos foram exonerados em 15 de outubro. Na época, Bolsonaro disputava as eleições presidenciais.

Além de assessor parlamentar e contratado pelo PSL, Victor também foi advogado da franquia de chocolate de Flávio. Há suspeita de que a unidade teria sido usada para lavar dinheiro desviado no esquema de “rachadinha” oepracionalizado por Queiroz no gabinete. Pelo menos 13 assessores repassaram parte de seus salários a Queiroz.

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