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CORRUPÇÃO

Mais um vereador tem mandato cassado na Câmara por envolvimento com esquemas de contratação de gráficas

Político foi um dos investigados na Operação 'Má Impressão', que apurou desvio de verbas

19/05/2020 23h26Atualizado há 2 semanas
Por: Fernanda Souza
Foto: Aline Rezende/Câmara Municipal de Uberlândia
Foto: Aline Rezende/Câmara Municipal de Uberlândia

O vereador afastado Marcio Nobre (PSD) teve o mandato cassado nesta terça-feira (19/05), por quebra de decoro parlamentar. Todos os vereadores que votaram optaram pela cassação. O parlamentar não compareceu, nem uma defesa própria. Uma advogada dativa foi escolhida para o rito.

Ao todo, foram 23 favoráveis à perda de mandato em sessão realizada no plenário da Câmara Municipal de Uberlândia. Segundo a Casa, no lugar dele, assume a titularidade do cargo o prof. Edilson Gracioli (PCdoB)

Nobre é investigado por quebra de decoro parlamentar, após ter sido investigado pela Operação “Má Impressão”, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ação apurou esquema de desvio de verbas indenizatórias a partir da contratação de gráficas da cidade. Depois do estouro das operações em 2019, 13 parlamentares já foram cassados em 2020.

Votação

O presidente Ronaldo Tannús, pelo cargo, não votou. Os suplentes Prof. Edilson (PCdoB) e Misac Lacerda (PTD) não votaram por serem os suplentes (partes interessadas) e houve uma ausência justificada, da Dra Jussara (PSL).

A comissão foi formada pelos vereadores Guilherme Miranda (PP), Eduardo Moraes (PSC) e Delfino Rodrigues (PT) foi unânime ao aprovar o parecer final favorável à cassação. Assim como na audiência de instrução e oitiva de testemunhas, o parlamentar afastado novamente não compareceu à sessão e nem enviou representante legal.

 

Cassados em 2020

Até agora, 13 vereadores de Uberlândia já tiveram o mandato cassado em 2020: Juliano Modesto, Alexandre Nogueira, Wilson Pinheiro, Rodi Borges, Vico, Ceará, Doca Mastroiano, Wender Marques, Baiano e Isac Cruz, Ronaldo Alves, Vilmar Resende e, agora, Márcio Nobre.

Wilson conseguiu reverter a decisão na Justiça e retornou ao Legislativo.

 

Crise na Casa

Em 2019, o Gaeco iniciou investigações e vários vereadores foram presos por uso irregular de dinheiro público. O maior número de prisões ocorreu em dezembro, quando 21 mandados de prisão foram cumpridos. Acordos foram feitos e alguns parlamentares renunciaram ao cargo. Outros conseguiram habeas corpus e o ano de 2020 começou com 14 políticos presos.

Depois, eles foram liberados, mas seguiram afastados das funções. Ao longo dos primeiros meses de 2020, começaram os processos das comissões processantes de cassação de mandato.

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