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Denúncia

TCM-BA determina suspensão imediata de licitação para exploração de área pública

Tribunal de Contas dos Municípios determinou que prefeito, Luiz Sérgio Suzarte, suspenda concorrência para estacionamento em vias do município

16/07/2020 00h04
Por: Valeria Alves
Foto/Reprodução
Foto/Reprodução

Os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) ratificaram, na sessão remota da última quarta-feira (15/07), a medida concedida pelo conselheiro Fernando Vita, que determinou ao prefeito de Jequié, Luiz Sérgio Suzarte Almeida, a suspensão imediata de concorrência pública para exploração e gestão de área pública, para estacionamento de veículos em vias da cidade. A licitação ficará suspensa até decisão final do processo.

Os conselheiros da Corte de Contas consideraram que estavam presentes na denúncia, a possibilidade de que o direito pleiteado pelo denunciante exista no caso concreto, e também que se caracteriza pelo risco de decisão tardia, resultando em dano de difícil reparação.

A denúncia foi apresentada pela empresa Serbet – Sistema de Estacionamento Veicular do Brasil, que indicou a existência de vícios no edital no que diz respeito às exigências para a participação e habilitação de licitantes, especialmente em relação à apresentação de atestados de capacidade técnica. Alegou ainda ter havido violação do princípio da legalidade pelo oferecimento de respostas evasivas e não conclusivas em torno das impugnações e pedidos de esclarecimentos apresentados no bojo do procedimento licitatório.

Para o conselheiro Fernando Vita, relator da denúncia, não é plausível permitir a continuação do certame e sua eventual conclusão em razão da “possível incompatibilidade das exigências do edital com o escopo da licitação e com o interesse público”. A continuação do procedimento, segundo a relatoria, apenas gerará conflitos judiciais e demora na solução final da questão.

Ressaltou que normas previstas no edital contém cláusula restritiva à competitividade do certame, vez que a exigência de que conste em atestado experiência em “controle da arrecadação por emissão de nota fiscal” é por demais específica, impossibilitando uma maior competitividade, ainda que o objeto da licitação seja gestão e exploração de espaços públicos de estacionamento.

O Ministério Público de Contas, através da procuradora Aline Paim Monteiro do Rego Rio Branco, se manifestou pelo deferimento da cautelar para suspender a Concorrência Pública nº 02/2020 até que sejam alterados os itens do edital que se afiguram exorbitantes e dissonantes do Estatuto das Licitações.

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