WhatsApp

73 99859-0076

ABI - Liberdade de imprensa
CANDIDATOS

Vereadores presos acusados de corrupção e lavagem de dinheiro têm candidaturas mantidas pelos partidos

As executivas municipais estão na expectativa dos próximos acontecimentos, antes de decidir sobre o futuro dos parlamentares investigados

11/09/2020 07h30
Por: Vanderlei Filho
Foto/Reprodução
Foto/Reprodução

As candidaturas dos vereadores investigados pelo Ministério Público (MP) por suspeitas de corrupção estão mantidas até o momento pelos respectivos partidos políticos. Por enquanto, todos podem concorrer à reeleição e nada impede que os parlamentares detidos façam campanha, mesmo presos. A dúvida é saber se vão ou não manter as candidaturas no atual contexto. Ontem, a Prefeitura enviou cópias dos contratos com o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) e a Secretaria Municipal de Saúde citados nas denúncias.

As executivas municipais estão na expectativa dos próximos acontecimentos, antes de decidir sobre o futuro dos parlamentares investigados pela Operação Legis Easy (Legislação Fácil) realizada em Mogi há uma semana, com buscas, apreensões e mandados de prisão de Diego de Amorim Martins, o Diegão (MDB), Jean Lopes (PL), Mauro Araújo (MDB) e Pastor Carlos Evaristo (PSB), presos no complexo penitenciário de Tremembé desde a manhã de quarta-feira, após terem passado cinco dias na Cadeia Pública de Mogi.

Tem ainda Francisco Bezerra (PSB) em prisão domiciliar e Antonio Lino, foragido. A operação envolveu dois assessores – Willian Casanova e André Alvim de Matos Silva, além dos empresários – Carlos Claudino de Araújo, Joel Leonel Zeferino -, presos no Centro de Detenção Provisória (CDP). O empresário Pablo Bezerra não se apresentou.

Os partidos aguardam o desdobramento do caso e o prazo de 10 dias solicitado pelo MP para apresentar a denúncia à Justiça. O deputado estadual Marcos Damasio (PL) e presidente PL em Mogi, ao confirmar a candidatura de Jean Lopes, afirma que seria prematuro qualquer decisão no momento. “O correto é saber o que realmente está acontecendo e permitir que o vereador se defenda na Justiça. Só no decorrer deste processo e com informações corretas é que o partido poderá tomar medidas justas e adequadas”, avalia.

Os membros do PSB, liderado na cidade por Chico Bezerra, informam que o próprio parlamentar, que se recupera de problemas de saúde, ainda não decidiu se vai ou não participar da disputa. Quanto a Evaristo, antes mesmo da prisão, ele já cogitava a possibilidade de não concorrer ao pleito deste ano, mas não havia oficializado a decisão.

O partido do vereador Antonio Lino, o PSD, “somente se posicionará após o esclarecimento das investigações”, informou em nota a presidente da sigla, Neusa Marialva. A direção do MDB, liderado por Mauro Araújo, não se manifestou sobre a situação dele e de Diegão.

Especializado em legislação eleitoral, o advogado Luiz Davi Costa Faria explica que os envolvidos não necessitam comparecer às convenções para homologar candidaturas, porque os nomes são previamente inscritos junto às executivas. “Só precisam assinar o requerimento de registro de candidatura até 26 de setembro, o que pode ser feito por procuração”, explica, dizendo que os vereadores poderiam fazer a campanha mesmo presos.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.