WhatsApp

73 99859-0076

ABI - Liberdade de imprensa
Imunização

Doria diz duvidar que Bolsonaro negue acordo para disponibilizar vacina no SUS

Instituto Butantan pretende fornecer até 100 milhões de doses de CoronaVac em abril do ano que vem

15/09/2020 00h00
Por: Valeria Alves
Foto/Reprodução
Foto/Reprodução

Governador de São Paulo, João Doria afirmou na última segunda-feira (14/09) que acredita na possibilidade de acordo entre o Instituto Butantan e governo federal, por meio do Ministério da Saúde, para disponibilizar vacinas contra o novo coronavírus no SUS (Sistema Único de Saúde).

Em coletiva realizada no Palácio dos Bandeirantes, em SP, ele disse que duvida que “um presidente tenha a capacidade” de liberar a imunização para uns e deixar outros de fora.

“Eu não vejo como o governo federal, sob qualquer alegação, possa dizer aos brasileiros que há brasileiros de primeira classe e de segunda classe, os que serão vacinados antes e os que serão vacinados depois. Eu duvido que um presidente da República [Jair Bolsonaro] tenha capacidade de dizer isso aos brasileiros, tenho a convicção que ele dirá que a vacinação será feita para todos”, disse o prefeito.

Diretor do Butantan, Dimas Covas, também presente na coletiva, revelou que, ainda esta semana, mais especificamente na quarta-feira (16/09), pode ocorrer a oficialização da distribuição no US da CoronaVac, vacina contra a Covid-19, desenvolvida e testada pelo governo paulista em parceria com um laboratório chinês

Segundo ele, restariam apenas procedimentos burocráticos para o fechamento do acordo entre o Butantan e o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, que vem conversando com o governo paulista e a instituição ligada à gestão estadual.

 Foi pedido ao governo federal R$ 1,9 bilhão para aumentar a capacidade de produção da CoronaVac. “A liberação de recursos depende de algum procedimento burocrático. Tem uma equipe do ministério e do Butantan que estão trabalhando desde a semana passada, e terça e quarta uma equipe do Butantan se descola para Brasília para terminar esse processo burocrático”, disse Dimas Covas.

O instituto pretende fornecer até 100 milhões de doses em abril do ano que vem. Para isso, a instituição investe na ampliação da sua fábrica em São Paulo, mesmo ainda sem o aporte financeiro federal. Com R$ 97 milhões já arrecadados junto à iniciativa privada, foi anunciado hoje que a reforma começa em novembro e deve ser entregue no segundo semestre de 2022.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.