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PREVISÃO

CBPM prevê avanço na cotação em minérios-chave este ano

Construção civil aquecida amplia demanda por ferro e cobre; Obras como a Fiol vão aumentar este mercado

08/01/2021 15h27
Por: Valeria Alves
Foto/Reprodução
Foto/Reprodução

Em 2021, minérios importantes como a economia baiana -como minério de ferro, cobre e ouro – devem ter altas na cotação internacional, segundo a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM). O estado é o terceiro maior produtor de cobre do país e tem sua produção de ferro em expansão. A expectativa do setor é que a China aumente sua demanda por estas commodities, principalmente cobre e minério de ferro e pressione para cima as cotações destes metais.

“O minério de ferro é a matéria-prima do aço e o cobre é utilizado em circuitos elétricos, fios, cabos, etc. Então, quando a construção civil se aquece, aumentam as demandas por eles”, acrescenta o diretor técnico da CBPM, Rafael Avena. O setor da construção deve ser beneficiado com a aceleração das obras do Porto Sul, em Ilhéus, e da Ferrovia Oeste Leste, cujo primeiro trecho (Caetité-Ilhéus) será licitado em abril.

O cobre baiano é produzido no Vale do Curaçá, região perto de Juazeiro, pela Mineração Caraíba. A empresa pretende aumentar em 10% a produção do minério a partir deste ano. Para isto, investiu R$ 58 milhões na reabertura da mina de Surubim, que estava fechada desde 2015.

Outro metal que tende a subir de preço neste ano, segundo Rafael Avena, é o ouro. “A questão neste caso é a segurança. Quando há incertezas na economia global, como estamos vivendo agora com a pandemia e os atritos comerciais entre Estados Unidos e China, as pessoas correm para um ativo mais seguro, que geralmente é o ouro”, disse o diretor.

Em 2020, ao lado do dólar, o ouro foi a melhor aplicação. O ouro respondeu por aproximadamente 30% da produção mineral baiana comercializada em 2020, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM). As maiores produtoras deste metal precioso na Bahia são a Yamana Gold, em Jacobina, e a Equinox, detentora de minas em Teofilândia e Santaluz.

Segundo o presidente da CBPM, Antonio Carlos Tramm, mais projetos devem surgir conforme as pesquisas avançarem. “A demanda por minério de ferro está tão alta que estamos vendo a Bamin enviar uma produção em pequena escala para o Espírito Santo e a Brazil Iron escoar por caminhão até o porto de Enseada, perto de Salvador. Mas são rotas caras e pouco eficientes”, disse Tramm. A solução no médio prazo também deve vir da ferrovia e do porto.

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