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DINHEIRO PÚBLICO

Governo Bolsonaro gasta mais de R$ 32 milhões com pizza e refrigerante

O presidente Jair Bolsonaro gastou também mais de R$ 15 milhões com a compra de leite condensado, item que costuma colocar no pão no café da manhã.

26/01/2021 12h10Atualizado há 1 mês
Por: Vanderlei Filho
Foto/Reprodução
Foto/Reprodução
Em 2020, todos os órgãos do Executivo federal pagaram juntos mais de R$ 1,8 bilhão em alimentos, aumento de 20% em relação a 2019. Foi o que constatou um levantamento de dados do núcleo de jornalismo  do portal Zero Hora News, com base do Painel de Compras atualizado pelo Ministério da Economia. De acordo com os dados levantados, o presidente Jair Bolsonaro gastou mais de R$ 15 milhões com a compra de leite condensado, item que costuma colocar no pão no café da manhã. 
Ainda em 2020, os órgãos sob comando de Bolsonaro gastaram pouco mais de R$ 5 milhões com uvas-passas. Para a compra de molho shoyo, molho inglês e molho de pimenta, o governo desembolsou mais de R$ 14 milhões no último ano. Com pizza e refrigerante, o débito chegou aos R$ 32,7 milhões. A União pagou mais de R$ 2,2 milhões para adquirir chicletes, em 2020
Os dados ainda apontam que os gastos com achocolatado superam R$ 14,2 milhões. A fartura nos alimentos também chama atenção para os valores pagos em batata frita embalada (R$ 16,5 milhões), barra de cereal (R$ 13,4 milhões) e azeite de oliva (R$ 15,8 milhões). 
Alimentos refinados também estão na lista de compras do governo Bolsonaro. Os frutos do mar não ficaram de fora das refeições (R$ 6,1 milhões) e muito menos peixes – in natura e conserva (R$ 35,5 milhões), bacon defumado (R$ 7,1 milhões) e embutidos (R$ 45,2 milhões).
Confira quem gastou mais
Conforme os dados, a maior parte das compras e o montante mais alto é ligado ao Ministério da Defesa. Foram mais de R$ ‭632 milhões com alimentação. Por exemplo, a compra de vinhos, que ultrapassou R$ 2,5 milhões, foi quase toda bancada pela pasta.
Em segundo lugar, entra o Ministério da Educação, com o gasto de pelo menos R$ 60 milhões. Apesar de gastar menos, o Ministério da Justiça é o terceiro da lista entre os órgãos, com despesas que superam R$ 2 milhões. A pesquisa indica que a maior parte foi para a Fundação Nacional do Índio (Funai), que, entre os itens comprados teve milho de pipoca, leite condensado e até sagu.
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