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CRÍTICAS

População clama por vacinas, diz Wagner ao criticar decretos pró-armas de Bolsonaro

Bancada do PT no Senado apresentou projetos para sustar efeitos de normas editadas pelo presidente

16/02/2021 15h58
Por: Valeria Alves
Foto/reprodução
Foto/reprodução

O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou nesta terça-feira (16/02) que o governo Jair Bolsonaro (sem partido) mais uma vez ignora a adoção de medidas importantes, como a distribuição de vacinas contra a Covid-19 e o pagamento do auxílio emergencial, para priorizar sua agenda ideológica pró-armas. A crítica do senador faz referência à nova leva de decretos presidenciais que facilitam o acesso a armas no Brasil e cria obstáculos para a fiscalização e para o rastreamento de munições.

Nesta segunda-feira (15/02), a bancada do PT no Senado apresentou quatro projetos de decreto legislativo para sustar os efeitos das normas editadas por Bolsonaro (sem partido) na noite da última sexta-feira (12/02).

“Enquanto a população brasileira clama por vacinas, auxílio emergencial e empregos, o governo federal se preocupa em armar mais as pessoas. Nós da bancada do PT no Senado apresentamos projetos para sustar os decretos presidenciais que liberam ainda mais armas”, manifestou-se Wagner por meio de suas redes sociais.

“O presidente só se preocupa com sua base ideológica e ignora as verdadeiras prioridades do Brasil. Também despreza que, apesar do aumento de 91% no registro de novas armas no ano passado, cresceu o número de assassinatos. Ou seja, as armas expõem mais as pessoas à violência”, acrescentou o senador, ao mencionar dados recentes de casos de violência.

Defensor do armamento da população, Bolsonaro publicou quatro decretos na véspera do feriado de Carnaval. Os dispositivos afrouxam os trâmites para a aquisição e aumentam de quatro para seis o limite de armas de fogo de uso permitido que um cidadão pode comprar.

Nos casos de determinadas categorias, como policiais, magistrados, membros do Ministério Público e agentes prisionais, há ainda a autorização para a compra de duas armas de uso restrito.

Em outra frente, o presidente retirou uma série de itens do rol de Produtos Controlados pelo Comando do Exército —facilitando a aquisição desses objetos.

Além disso, a produção de miras telescópicas deixa de ter fiscalização pelas Forças Armadas, dificultado o rastreamento quando houver investigação policial. Bolsonaro também flexibilizou a declaração de aptidão psicológica de quem pode ou não portar armas de fogo.

Pelos novos decretos, o “atestado” pode ser dado por qualquer profissional de psicologia, sem credenciamento anterior de órgãos de segurança pública.

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