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FALSA CONCORRÊNCIA

Empresário com ajuda de membros da comissão de licitação teria fraudado mais de 130 licitações em várias cidades

Empresas eram de fachadas e os sócios eram todos laranjas do líder da organização criminosa

16/04/2021 09h17Atualizado há 4 semanas
Por: Vanderlei Filho
Foto/Reprodução
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No final da manhã de quinta-feira (15/04), a Polícia Civil divulgou informações sobre a operação “Rip Stop 2”, deflagrada através da 2ª Delegacia de Repressão à Corrupção (2ª DECCOR), que integra o Departamento de Repressão à Corrupção e ao crime Organizado (DRACCO), que investiga desde outubro de 2020, com o objetivo de identificar e desarticular integrantes de uma organização criminosa voltada a prática de fraude em licitação e lavagem de dinheiro.

“identificamos a atuação de uma ORCRIM na participação em licitações de várias Prefeituras e órgãos públicos do Estado de Pernambuco. Segundo as investigações, algumas empresas ligadas a um mesmo grupo econômico e familiar concorriam entre si, fraudando, desse modo, as licitações, pois, frustravam o caráter competitivo das mesmas, impedindo a seleção de uma proposta mais vantajosa para a administração pública. Foi verificado que várias das empresas ligadas ao referido grupo econômico e familiar eram de fachada, tendo em seus quadros societários laranjas do líder da ORCRIM, e que essas pessoas jurídicas e físicas também eram utilizadas para lavar o dinheiro angariado com as fraudes nas licitações” afirma a polícia Civil em nota.

As licitações sob investigação são para o serviço de gráfica nas cidades de Nazaré da Mata, Vicência e Timbaúba, entre os anos de 2015 e 2016, causou um prejuízo de R$ 265.000,00 e a fraude também contou com a participação de servidores e ex-servidores das prefeituras. O montante do prejuízo  pode ultrapassar mais de R$ 132 milhões de reais.

Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão domiciliar, além de proibição da pessoa jurídica de participação de licitações e sequestro de valores das contas bancárias investigadas.

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