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FRAUDE EM LICITAÇÃO

Ex-prefeito e familiares são alvos de operação contra esquema fraudulento

Segundo as investigações, foram firmados 14 contratos sem licitação por estado de calamidade pública

03/05/2021 10h03Atualizado há 2 semanas
Por: Vanderlei Filho
Foto/Reprodução
Foto/Reprodução

Nesta segunda-feira (03/05), a Polícia Civil realiza a Operação Pregão para cumprir 26 mandados de busca e apreensão contra investigados de formarem um esquema fraudulento junto à prefeitura de Seropédica, no Rio de Janeiro. Entre os indiciados estão o ex-prefeito, Anabal Barbosa de Sousa, a esposa e ex-secretária de Educação, Cultura e Esporte, Sônia Oliveira de Souza e o filho deles, Wagner Oliveira de Souza, apontado como operador do esquema. 

Segundo as investigações, entre fevereiro e setembro de 2017, foram firmados 14 contratos com altos valores e dispensa de licitação, no momento em que o município estava com Estado de Calamidade Financeira decretado.

Entre as empresas contratadas a maioria apresentava atividades principais totalmente incompatíveis com os serviços/produtos contratados.

A Polícia estima que o valor total desviado gire em torno de R$ 4 milhões, quantia que levou não só ao agravamento da calamidade financeira, como repercutiu diretamente nos serviços públicos prestados, gerando uma situação caótica de falta de merenda nas escolas municipais, como também falta de insumo hospitalares no município de Seropédica.

Todos os envolvidos responderão por crime de peculato, corrupção passiva, tráfico de influência, irregular dispensa de licitação e organização criminosa.

CONTRATOS SUSPEITOS

Mais de meio milhão em contrato um dos casos mais gritantes ocorreu em setembro de 2017, quando a Prefeitura contratou a Silveira MP Comércio e Serviço pelo total de R$ 607.044.12 por quatro meses de fornecimento de produtos hortifrutigranjeiros para a merenda dos alunos da rede municipal de ensino. Segundo o contrato e o cadastro da firma junto à Receita Federal, a Silveira MP está sediada na Rua Dr. Luiz Pinto, 580, Loja 1, no centro de Miguel Pereira, mas o que lá funciona é uma papelaria.

O ex-prefeito Anabal de Souza, ainda não se permitia fiscalizar, não prestava contas à Câmara de Vereadores e quando enviava alguma informação o fazia de forma genérica.

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