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CORRUPÇÃO

Juiz suspeito de vender sentença tem julgamento por corrupção adiado

Afastado em 2018, magistrado é suspeito de fraude em precatório e venda de sentença

07/05/2021 06h49Atualizado há 1 mês
Por: Vanderlei Filho
Esposa já foi presa por golpe de mais R$ 5,2 milhões: Foto/Reprodução
Esposa já foi presa por golpe de mais R$ 5,2 milhões: Foto/Reprodução

Adiado por três meses, o julgamento do juiz afastado Aldo Ferreira da Silva Júnior por corrupção passiva chegou a ser retomado na tarde do dia (06/05), mas teve vida curta: foi suspenso por novo pedido de vista. Desta forma, outros dois processos contra o magistrado por peculato e corrupção passiva também foram adiados.

Todos estavam na pauta do Órgão Especial do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), mais alta Corte do Judiciário estadual e composto por 15 desembargadores. O sistema não informa qual deles pediu vista. 

Conforme apurado pela reportagem, o adiamento foi para que seja julgado antes um pedido de suspeição contra o relator Luiz Gonzaga Mendes Marques. O juiz afastado alega que o desembargador atuou na fase de investigação. 

O julgamento por corrupção passiva foi aberto em 3 de fevereiro. Contudo,  na ocasião, foi paralisado pelo pedido de vista do desembargador João Maria Lós, que  adiou a análise para 5 de maio, duas sessões após seu retorno das férias. 

Em fevereiro, os desembargadores Paschoal Carmello Leandro e Ruy Celso Barbosa Florence declararam-se suspeitos e não julgarão o caso. As denúncias da PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça) contra Aldo Ferreira da Silva Júnior são por fraude em precatórios milionários, lavagem de dinheiro e irregularidades em processos de inventários. 

Num dos espólios, um dos herdeiros, que também foi denunciado pelo Ministério Público, revela que fez pagamento de R$ 100 mil por uma decisão favorável.  O juiz está afastado do cargo desde novembro de 2018. 

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