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Política e Poder CORRUPÇÃO

Operação cumpre mandado de prisão e busca contra vereador acusado de lavagem de dinheiro para o crime organizado

Operação cumpriu mandados de prisão e busca contra o vereador da capital Senival Moura, do PT, controlador da Transunião, e dirigentes da empresa.

25/06/2026 17h44 Atualizada há 3 dias atrás
Por: Daniel Filho
Foto/Reprodução
Foto/Reprodução

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) fizeram a Operação Última Parada, contra um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público. Os agentes cumprem cinco mandados de prisão temporária e 104 de busca e apreensão.

Os três presos são o vereador da capital Senival Moura, do PT, Jair Ramos de Freitas ("Cachorrão"), diretor informal da empresa, e Devanil de Souza Nascimento ("Sapo"), motorista e homem de confiança do vereador.

Abaixo, veja quem são os demais alvos dos mandados de prisão:

Lourival Monário ("Orelha"): atual presidente da Transunião, acusado de ser nomeado pelo PCC para garantir o escoamento de recursos ilícitos;
Leonel Moreira Martins ("Cabeça Branca"): supervisor operacional que atuava como o interlocutor direto do PCC dentro da empresa, transmitindo ordens da facção.

Números da operação:

Bloqueio de 117 veículos e 3 embarcações;
Sequestro de 21 imóveis;
Bloqueio de R$ 194.457.851,90 em contas dos alvos.
Os investigados são acusados de organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações públicas.

Com a operação, a diretoria da Transunião foi afastada e a Prefeitura de São Paulo, comunicada para que sejam tomadas as medidas administrativas cabíveis.

Em nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans informam que "a operação dos ônibus da empresa Transunião segue funcionando, com a frota atendendo normalmente as linhas sob sua responsabilidade e sem prejuízo ao atendimento da população. A Administração Municipal aguarda a notificação oficial da decisão judicial para avaliar seus termos e definir as providências necessárias a partir de agora".

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) informou estar acompanhando os desdobramentos da operação "ao mesmo tempo em que temos toda a atenção para que o serviço funcione plenamente, o que tem ocorrido normalmente desde as primeiras horas da manhã".

A intenção de Nunes é fazer a intervenção na Transunião. O prefeito ponderou, no entanto, que precisa saber dos detalhes da decisão do juiz que ordenou a operação desta quinta: "Quero fazer a intervenção, só preciso tomar conhecimento do despacho do juiz".

"Gostaria de lembrar que assinei dois decretos em 2024 para romper contratos com uma empresa de ônibus que teria relação com o crime organizado. Nossa gestão mantém o compromisso de oferecer o melhor serviço para os 7 milhões de passageiros diariamente na cidade. As medidas cabíveis em relacao à empresa Transunião serão tomadas assim que a administração for notificada pelos órgãos competentes", completou.

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