A Polícia Federal concluiu a operações Rejeito e Parcours e indiciou mais de 40 pessoas sob suspeita de corrupção no setor de mineração em Minas Gerais. Entre os indiciados estão o presidente da ANM (Agência Nacional de Mineração), Mauro Henrique Moreira Sousa, o diretor da agência Caio Trivelatto e empresários.
As investigações apontam a existência de esquema de favorecimento a grupos empresariais dentro da agência reguladora. A operação Rejeito resultou em 34 indiciamentos. A Parcours apurou irregularidades na exploração da Mina Granja Corumi, na Serra do Curral, em Belo Horizonte, e terminou com 16 indiciados.
Entre os empresários indiciados está Lucas Kallas, ex-sócio de Daniel Vorcaro e dono da Cedro Mineração. A PF concluiu que Kallas participou da exploração comercial da Mina Granja Corumi de 2014 a 2018, sendo que a área possui autorização só para um plano de recuperação ambiental. A investigação atribui ao empresário crimes ambientais, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e tráfico de influência.
A PF também afirma ter encontrado indícios de que Kallas custeou um título de sócio-torcedor do Cruzeiro no valor de R$ 12.000 para Wagner Salles, agente público do setor de mineração.
Diálogos entre Kallas, sócios e funcionários obtidos pela investigação indicam o planejamento da exploração da mina, estratégias para ocultar a extração irregular e tratativas com órgãos públicos.
A PF indiciou o presidente da ANM, Mauro Sousa, por favorecimento ao empresário Luis Fernando Franceschini, que continuou explorando a área da Serra do Curral depois da saída de Kallas. De acordo com a PF, conversas encontradas em celulares revelam uma relação “incompatível com a impessoalidade esperada” entre o dirigente da agência e um empresário do setor regulado.
Na operação Rejeito, o diretor da ANM Caio Trivelatto foi indiciado sob suspeita de atuar em favor de empresas ligadas ao empresário Alan Cavalcante, entre as quais a Aiga Mineração. A PF afirma que Trivelatto influenciou atos administrativos para beneficiar interesses econômicos do grupo e atuou de forma coordenada com a organização investigada. Cavalcante, apontado como líder do esquema, aparece nas duas operações.
Nota enviada pela ANM
“A Agência Nacional de Mineração (ANM) não foi comunicada oficialmente sobre o relatório final da investigação mencionada.
A Agência acompanha os desdobramentos do caso e permanece à disposição das autoridades competentes para prestar as informações que forem solicitadas no âmbito das investigações
A ANM reitera que atua no exercício de suas competências legais e regulatórias e adota as medidas cabíveis sempre que formalmente demandada ou quando identificadas situações que exijam providências no âmbito de sua atuação.”
CORRUPÇÃO Secretário do Meio ambiente no estado da Bahia investigado pela PF é defendido pelo governador Jerônimo Rodrigues
CORRUPÇÃO Operação cumpre mandado de prisão e busca contra vereador acusado de lavagem de dinheiro para o crime organizado
FRAUDE Polícia federal deflagra operação contra suspeita de fraudes em licitações
CORRUPÇÃO Ministério público deflagra operação de esquema de fraude em licitação em resíduos sólidos em 15 prefeituras
CORRUPÇÃO Prefeito voltou ao cargo após oito meses afastado por fraude em licitação
ENVOLVIDO Jaques Wagner, líder do governo Lula, é alvo de operação no Caso Master Mín. 17° Máx. 26°
Mín. 18° Máx. 26°
Chuvas esparsasMín. 18° Máx. 27°
Tempo limpo